Onde estão os heróis da engenharia?

 

 

07OLEngHerof1-1403617643786

Vivemos em uma sociedade que celebra diversos heróis, e em diversas áreas. A admiração a esses heróis pode até beirar o fanatismo, tamanha sua relevância social. Mas… e na engenharia? Quem são os nossos heróis?

Celebrar heróis pode ser uma boa maneira de inspirar jovens e informar o público. Com isso, o deficit de heróis na engenharia pode reduzir o interesse público e restringir o fluxo de talentos na área.

Mas o que define um herói? Sucesso financeiro? Premiações? Contribuição para o bem-estar da humanidade? Muitas conquistas foram alcançadas pelo esforço de equipes. Pode o heroísmo surgir por meio da devoção a uma organização?

O ex-jornalista e professor na Arizona State’s University Walter Cronkite School of Journalism and Mass Communication, G. Pascal Zachary, publicou um artigo sobre o tema na revista IEEE Spectrum de julho. E você pode conferir a publicação no link a seguir:

http://spectrum.ieee.org/geek-life/profiles/where-are-todays-engineering-heroes

Explorando a visão computacional

A UnBall utiliza visão computacional para enxergar uma partida de futebol. Já esta equipe do MIT resolveu fazer algo um pouco diferente com a mesma tecnologia: utilizando apenas uma câmera de alta velocidade (e nada de microfones), eles recriaram o som de uma pessoa recitando um poema, em uma sala acusticamente isolada, por meio da vibração de um saco de batatas fritas!

Para saber mais, acesse o link http://meiobit.com/294407/mit-recriar-audio-conversa-imagens-saco-batata-frita/

A estrutura da UnBall

A equipe UnBall possui duas áreas principais de desenvolvimento: hardwaresoftware.

A área de hardware é responsável pelo desenvolvimento da parte física dos robôs que irão jogar, isto é, projetar a mecânica e a eletrônica. A mecânica é o que irá, de fato, fazer o robô interagir com o mundo e jogar futebol, como seu chassi, seus motores e suas rodas. A mecânica constrói o corpo do robô. São tarefas da parte de mecânica: selecionar motores e rodas apropriadas, projetar a conexão entre as rodas e os eixos motores, projetar o chassi que sustenta o robô e fabricar o chassi.

Projeto mecânico no SolidWorks

Projeto mecânico da UnBall, em 2012, no SolidWorks

A eletrônica, por sua vez, é interface entre o software e a mecânica dos robôs. Assim, é a eletrônica que ativa os motores e controla os robôs para que executem de maneira apropriada os comandos enviados, como mover, girar ou chutar. A eletrônica constitui o cérebro do robô. Entre as suas tarefas, estão: selecionar componentes eletrônicos, projetar placas de circuito impresso e programar o firmware.

Robô da UnBall com placa eletrônica no topo

Robô da UnBall com placa eletrônica no topo

A área de software é responsável pelo desenvolvimento do sistema computacional que irá interpretar o jogo e controlar o time de robôs de forma autônoma, ou seja, sem interferência humana. A parte de visão computacional utiliza câmeras e outros sensores para identificar a posição dos robôs, identificar qual o time do robô, qual deles detém a posse da bola no campo e, assim, interpretar qual é a situação do jogo. A visão computacional enxerga o jogo.

Visão computacional identificando robôs

Visão computacional identificando robôs

Por fim, a estratégia é parte do software da equipe. Utilizando técnicas de inteligência artificial, a estratégia define quais jogadas o time irá utilizar e coordena as ações do robôs buscando marcar a maior quantidade de gols possível e defendendo para evitar que o time adversário marque gols. Em outras palavras, a estratégia é a mente do time.

Gostou de conhecer como funciona a UnBall? Fique ligado nos próximos posts!

As próteses do presente

“A melhor maneira de prever o futuro é inventando-o”.
Um exemplo da máxima acima, o pesquisador e alpinista Hugh Herr caminha com pernas biônicas que ele mesmo criou. Diretor do grupo de biomecatrônica no MIT Media Lab, ele desenvolveu próteses avançadas que usa para andar, correr e até escalar.
Um homem de visão, Herr acredita que, dentro de 50 anos, diversas deficiências serão eliminadas. E não apenas deficiências físicas, mas emocionais e até intelectuais também.
06biomed-mullins-1400618590319

Aimee Mullins, atriz, e Hugh Herr, criador da prótese

O grupo do MIT, do qual Herr faz parte, é parte de um movimento cujo objetivo é guiar a medicina para uma era ciborgue. Diversos pesquisadores ao redor do mundo estão conduzindo pesquisas e experimentos voltados para sistemas eletrônicos que comunicam diretamente com o sistema nervoso humano. Enquanto a equipe de Herr está focada em melhorar o controle sobre próteses, há pesquisas voltadas para o controle emocional e até armazenamento de memórias.

 

Categoria IEEE Very Small

Aproveitando o ritmo de férias, a UnBall continua! O fim das aulas significa uma coisa para a equipe: muito futebol, contudo, não exatamente do jeito convencional. A UnBall está trabalhando no desenvolvimento de robôs autônomos para participar da categoria IEEE Very Small da 7a Competição Brasileira de Robótica.

Entre todas as categorias de futebol de robôs, a IEEE Very Small, como o nome indica, é a que utiliza os menores robôs, com apenas 7,5 cm de comprimento, de largura e de profundidade. Além disso, cada time é constituído de apenas 3 jogadores em campo e 2 na reserva.

Embora os membros humanos da equipe não possam intervir diretamente no jogo, 3 auxiliares humanos são permitidos no palco: um gerente, um técnico e um treinador. Assim como no futebol convencional, estes serão responsáveis pelas substituições, caso necessário, e por resolver problemas técnicos.

Fiquem ligados para mais notícias e, enquanto a competição não chega, vamos treinando!

Você sabe o que é futebol de robôs?

Nessa semana, encerra-se a Copa do Mundo no Brasil. Entretanto, no fim do mês de Julho, acontecerá um dos maiores eventos de robótica do mundo: a RoboCup. O evento tem, como objetivo, fomentar a robótica para que, até 2050, seja criado um time de robôs autônomos capaz de derrotar a seleção (humana) campeã da Copa do Mundo.

Robocup_robot_soccer_football

Parece ficção científica, mas não é. Desde 1997, o evento é realizado anualmente e conta com diversas categorias: simulação, robôs pequenos, médios e humanoides. Mais de 50 países participam por meio de grupos formados por estudantes universitários e de ensino médio. E não é só futebol! A RoboCup ainda possui competições de robôs de resgate, de logística, residenciais e industriais.

A UnBall é uma equipe da Universidade de Brasília que compete na Competição Brasileira de Robótica (CBR) na categoria IEEE Very Small, com robôs pequenos. Em 2012, na nossa primeira participação, nos classificamos em quarto lugar nacional e agora, em 2014, iremos participar novamente da CBR.