Mês: agosto 2014

Você sabe o que acontece com seu voto depois da urna?

Sabe aquela caixinha na qual você deposita o seu voto, a urna eletrônica? Já se perguntou o que acontece depois que você aperta “confirma” e vai pra casa? É complicado, especialmente porque a maioria da população não tem conhecimento de programação e eletrônica para saber sequer questionar a confiabilidade da urna… O jeito, então, é torcer para que não haja fraude… ou assistir a esta entrevista com Diego Aranha, ex-professor da UnB e atual professor da UniCamp, onde ele explica um pouco sobre a confiabilidade da urna eletrônica.

Diego explica que realizou testes em cima da urna eletrônica e encontrou diversas falhas de segurança. “As falhas tinham implicação tanto no sigilo do voto como na integridade dos resultados”, diz. Em outras palavras, o software da urna permite a manipulação indevida do resultado da eleição.
O entrevistado propõe uma solução para a questão da integridade dos votos. Através de uma motivação chamada “Você Fiscal”, os eleitores podem tirar uma foto do comprovante de voto, e com isso, ajudar na fiscalização do resultado da eleição. O projeto é explicado com mais detalhes no link abaixo:
http://catarse.me/pt/VoceFiscal

Onde estão os heróis da engenharia?

 

 

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Vivemos em uma sociedade que celebra diversos heróis, e em diversas áreas. A admiração a esses heróis pode até beirar o fanatismo, tamanha sua relevância social. Mas… e na engenharia? Quem são os nossos heróis?

Celebrar heróis pode ser uma boa maneira de inspirar jovens e informar o público. Com isso, o deficit de heróis na engenharia pode reduzir o interesse público e restringir o fluxo de talentos na área.

Mas o que define um herói? Sucesso financeiro? Premiações? Contribuição para o bem-estar da humanidade? Muitas conquistas foram alcançadas pelo esforço de equipes. Pode o heroísmo surgir por meio da devoção a uma organização?

O ex-jornalista e professor na Arizona State’s University Walter Cronkite School of Journalism and Mass Communication, G. Pascal Zachary, publicou um artigo sobre o tema na revista IEEE Spectrum de julho. E você pode conferir a publicação no link a seguir:

http://spectrum.ieee.org/geek-life/profiles/where-are-todays-engineering-heroes

Explorando a visão computacional

A UnBall utiliza visão computacional para enxergar uma partida de futebol. Já esta equipe do MIT resolveu fazer algo um pouco diferente com a mesma tecnologia: utilizando apenas uma câmera de alta velocidade (e nada de microfones), eles recriaram o som de uma pessoa recitando um poema, em uma sala acusticamente isolada, por meio da vibração de um saco de batatas fritas!

Para saber mais, acesse o link http://meiobit.com/294407/mit-recriar-audio-conversa-imagens-saco-batata-frita/

A estrutura da UnBall

A equipe UnBall possui duas áreas principais de desenvolvimento: hardwaresoftware.

A área de hardware é responsável pelo desenvolvimento da parte física dos robôs que irão jogar, isto é, projetar a mecânica e a eletrônica. A mecânica é o que irá, de fato, fazer o robô interagir com o mundo e jogar futebol, como seu chassi, seus motores e suas rodas. A mecânica constrói o corpo do robô. São tarefas da parte de mecânica: selecionar motores e rodas apropriadas, projetar a conexão entre as rodas e os eixos motores, projetar o chassi que sustenta o robô e fabricar o chassi.

Projeto mecânico no SolidWorks

Projeto mecânico da UnBall, em 2012, no SolidWorks

A eletrônica, por sua vez, é interface entre o software e a mecânica dos robôs. Assim, é a eletrônica que ativa os motores e controla os robôs para que executem de maneira apropriada os comandos enviados, como mover, girar ou chutar. A eletrônica constitui o cérebro do robô. Entre as suas tarefas, estão: selecionar componentes eletrônicos, projetar placas de circuito impresso e programar o firmware.

Robô da UnBall com placa eletrônica no topo

Robô da UnBall com placa eletrônica no topo

A área de software é responsável pelo desenvolvimento do sistema computacional que irá interpretar o jogo e controlar o time de robôs de forma autônoma, ou seja, sem interferência humana. A parte de visão computacional utiliza câmeras e outros sensores para identificar a posição dos robôs, identificar qual o time do robô, qual deles detém a posse da bola no campo e, assim, interpretar qual é a situação do jogo. A visão computacional enxerga o jogo.

Visão computacional identificando robôs

Visão computacional identificando robôs

Por fim, a estratégia é parte do software da equipe. Utilizando técnicas de inteligência artificial, a estratégia define quais jogadas o time irá utilizar e coordena as ações do robôs buscando marcar a maior quantidade de gols possível e defendendo para evitar que o time adversário marque gols. Em outras palavras, a estratégia é a mente do time.

Gostou de conhecer como funciona a UnBall? Fique ligado nos próximos posts!